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Novo exame de sangue pode detectar risco de novo infarto

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Um novo exame pode ajudar os médicos a avaliar o risco de um paciente sofrer um novo infarto. Pessoas que já sofreram um evento cardiovascular ou têm um stent implantado em suas coronárias precisam tomar remédios para evitar a formação de coágulos que podem bloquear os vasos do coração e causar um novo infarto.

Mas essas drogas, anti-agregantes plaquetários, podem não funcionar em até 30% das pessoas, por motivos como peso, idade, diabetes e fatores genéticos.

O novo exame analisa a passagem da luz pelas amostras de sangue para saber se as plaquetas estão agregadas ou não. O sangue é colocado no aparelho e fica em pequenos compartimentos, onde a ação das plaquetas é estimulada.

Se a passagem da luz for pequena, significa que as plaquetas estão soltas e o remédio está funcionando. Se passar muita luz, significa que as plaquetas estão agregadas, e a drogas não estão agindo como o esperado.

RAPIDEZ NO RESULTADO

Já existem testes que medem a agregação das plaquetas. A diferença do novo aparelho é o método e a rapidez, segundo Marco Aurélio Magalhães, coordenador da cardiologia invasiva do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

"Temos o resultado em até 150 segundos. Há métodos por laboratório que levam até 48 horas. Nesse meio tempo, o paciente pode ter um novo infarto antes que tenhamos a chance de trocar ou aumentar a dose dos remédios."

Magalhães, que está usando o teste há um ano, afirma que o aparelho pode ser usado logo após a cirurgia feita depois que a pessoa infarta. Em muitos casos, é implantado um stent, que pode causar coágulos.

"As pessoas acham que é a gordura entupindo a artéria a causa dos infartos. Mas é a coagulação causada quando uma placa de gordura se solta é que causa a obstrução", completa.

PLANOS DE SAUDE NÃO COBREM

Os planos de saúde ainda não cobrem o teste, que custa R$ 300 para cada remédio avaliado separadamente. Se o paciente toma dois medicamentos, o custo é de R$ 600. O exame pode ser feito uma só vez, logo após a pessoa infartar e começar a tomar as drogas contra coagulação.

Marco Aurélio Magalhães afirma que a experiência com o aparelho vem sendo positiva. "Esperamos que o teste entre na prática clínica e passe a ser pago pelos convênios."

 

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